Rinoplastia





A rinoplastia é a cirurgia para correção de deformidades no nariz. Podem ser anomalias do crescimento, deformidades adquiridas por traumatismo ou outras doenças. 

Fatores genéticos, ou características familiares e raciais, têm papel preponderante no estabelecimento da forma do nariz. Outro dado importante é o crescimento das cartilagens. O traumatismo, seja na infância afetando o crescimento, ou fraturas que alterem a estrutura nasal também são importantes no aparecimento destas deformidades. 

CO diagnóstico das deformidades é feito pelo médico, a partir de queixas específicas do paciente. Nos casos de anomalia do crescimento, na maioria das vezes, somente o exame clínico é suficiente para chegarmos à uma conclusão. Quando a deformidade é pós-trauma é necessário um exame de imagem como a tomografia computadorizada para uma correta avaliação. É importante ressaltar a necessidade de uma avaliação funcional do nariz (dificuldade para respirar), normalmente feita por um otorrinolaringologista, para excluir ou até mesmo tratar conjuntamente outros problemas nasais associados, como desvio do septo, hipertrofia dos cornetos e rinites. 

Como em toda a cirurgia estética a indicação de tratamento deve partir da vontade do próprio paciente, isto é, o tratamento das deformidades estéticas só deve ser feito por auto-indicação. O papel do cirurgião plástico é estabelecer se os anseios do paciente são reais, que tipo de tratamento é mais indicado para cada caso e mostrar que este é um tratamento médico, com todas as suas características (limitações, riscos). A idade mínima para a correção, desde que respeitados os princípios acima, é a adolescência, 2-3 anos após a primeira menstruação. Nos casos em que a deformidade é devido a trauma ou malformações congênitas este prazo normalmente é muito abreviado. 

Uma avaliação clínica e laboratorial pré-operatória é fundamental para estabelecer se o paciente está em boas condições para submeter-se a um procedimento anestésico e cirúrgico. 

A rinoplastia pode ser para diminuir ou aumentar o nariz, corrigir desvios, alterar a forma e a posição da ponta. 

O tratamento cirúrgico, na imensa maioria das vezes, não deixa cicatrizes externas, sendo que os cortes, em geral, são feitos na parte interna do nariz. A pele é descolada das cartilagens e do osso e estes são tratados. No final a pele se acomoda à nova estrutura. Algumas vezes pode ser necessária a utilização de enxertos de osso ou cartilagem da própria pessoa para melhor moldar o nariz. Os pontos são todos internos e normalmente não precisam ser removidos. 

A anestesia pode ser local, local com um anestesista propiciando uma sedação, ou geral. A escolha do método de anestesia, sempre em comum acordo com o anestesista, levará em consideração o tamanho da cirurgia, as condições clínicas e psicológicas do paciente. Apesar de poder ser realizada em caráter ambulatorial (alta hospitalar logo após a recuperação da anestesia) é mais seguro e cômodo para o paciente permanecer a primeira noite no hospital (24 horas de internação). 

O paciente fica com um curativo, esparadrapo de papel (micropore) e uma proteção de gesso, plástica ou de metal, por um período de 7-10 dias. Quando não é feito nenhum procedimento associado, no septo ou cornetos por exemplo, normalmente não é necessário utilizar tampões nasais. 

Os cuidados pós-operatórios variarão segundo a magnitude dos procedimentos efetuados. Sempre haverá um inchaço, maior nos primeiros 2 dias, que gradativamente vai diminuindo. Em geral 7-10 dias é o tempo suficiente para o paciente retornar às suas atividades sociais e laborais. É importante ressaltar que as alterações de cicatrização e acomodação dos tecidos em seu novo local seguem por mais algum tempo. Pelo menos três meses são necessários para se observar o resultado final do tratamento. 



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