Fisioterapia tratando a Celulite




O termo celulite, na expressão correta da palavra, designa inflamação do tecido celular. Em Fisioterapia Estética ou Dermato-Funcional muitas vezes utilizamos esse termo erroneamente, pelo fato de não haver processo inflamatório no tecido.

A celulite vai se instalando de forma gradual e progressiva, passando por várias fases e diferentes tipos. Além de ser um problema estético, pode desencadear dor ou alteração de sensibilidade nas regiões afetadas, decorrente de compressões de raízes nervosas.

Na fisioterapia, os recursos mais usados no combate à celulite são a drenagem linfática, o ultra-som e a corrente russa. Todos possuem uma série de indicações e contra-indicações.

A drenagem linfática é uma técnica de massagem que funciona melhor quando aplicada manualmente. Tem como objetivo drenar os líquidos localizados em excesso entre as células teciduais, devendo ser realizada de maneira extremamente suave. Se a celulite não estiver instalada, apenas a drenagem funciona como prevenção. Nos outros casos, devemos associar outros recursos. Essa técnica é contra-indicada na presença de tumores.

O ultra-som pode ser extremamente eficiente no combate à celulite por seus efeitos fisiológicos, favorecendo a dissolução do efeito “casca de laranja” encontrado no tecido com celulite. Nos casos em que a celulite já esteja presente, o ultra-som deverá ser aplicado antes da realização da drenagem linfática, e sua utilização tem regras específicas quanto ao seu limite de tempo.

No caso da celulite ser flácida, ou seja, aquela celulite que muda de posição conforme a posição da pessoa é necessária a utilização de uma estimulação elétrica muscular, como a corrente russa. Essa corrente é contra-indicada no caso da celulite ser dura.

Deve-se evitar utilizar tais técnicas com pessoas sem qualquer preparo profissional ou, principalmente, isentas de conhecimentos em anatomia, fisiologia, patologia, e dos recursos fisioterapêuticos

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