Saiba mais sobre o Melasma






O melasma é uma condição caracterizada por manchas escuras, principalmente na face. Ocorre com maior frequência nas mulheres, mas também pode acometer os homens. Além dos fatores hormonais e da exposição solar, a tendência genética e características raciais também influenciam no surgimento do melasma

Para entender o que é Melasma, o primeiro passo é entender a anatomia da pele. A pele é composta por derme, epiderme e hipoderme. Vou explicar um pouco essas camadas da pele, porém vamos iniciar de dentro para fora hoje!

Hipoderme

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A hipoderme é a camada mais profunda da pele, é formada essencialmente por feixes de tecido conjuntivo que envolvem as células adiposas. Esta camada reserva nutrientes, atua como isolante térmico, absorve choques, além de possuir também uma função de reserva de energia, garantindo então a fixação dos órgãos e protegendo o corpo contra traumas externos.

Derme

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Já a derme possui muitos vasos sanguíneos, vasos linfáticos e terminações nervosas, que são responsáveis pelas sensações de frio, calor, dor, cócegas, entre outras. Nela estão localizadas as fibras de elastina e de colágeno que conferem elasticidade e firmeza à pele respectivamente e as glândulas sebáceas e sudoríparas originadas na epiderme. Mas vamos falar da epiderme, afinal, é nela que está o foco do tema da nossa matéria!

Epiderme

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Imagem retirada do site: https://pt.wikipedia.org/wiki/

A epiderme é visível a olho nu e envolve todo o corpo. Não possui vasos sanguíneos e é formada por um epitélio estratificado pavimentoso, com células escamosas dispostas em várias camadas.

A mais importante dessas células é o queratinócito, que produz a queratina, uma resistente proteína responsável pela proteção e impermeabilização da pele. É na epiderme que encontramos os melanócitos, que produzem a melanina, pigmento que dá cor à pele. Nessa primeira camada estão também as células de Langerhans, responsáveis pela defesa imunológica.

A epiderme tem como função proteger o corpo contra danos externos e evitar a saída de água (mais conhecido como equilíbrio do manto hidrolipídico) e, dá origem aos anexos cutâneos: unhas, pelos, glândulas sudoríparas e glândulas sebáceas.

As glândulas sudoríparas além de produzirem o suor, ajudam a regular a temperatura corporal. Distribuídas por todo o corpo, as glândulas écrinas produzem o suor e o eliminam diretamente na pele, enquanto as glândulas apócrinas se concentram nas regiões das axilas, genitais e mamilos. Elas são as causadoras do odor característico do suor.

Já as glândulas sebáceas são responsáveis pela oleosidade da pele. Concentram-se em maior número no rosto, no couro cabeludo e porção superior do tronco. Por fim, os poros são orifícios formados a partir da abertura dos folículos pilossebáceos e das glândulas sudoríparas.

Melanócitos e Melanina

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São células dendríticas presentes na camada basal da epiderme, no sistema nervoso central e na retina, são produtoras de melanina. Este é o principal responsável pelo pigmento da pele (cor). São células muito sensíveis. Uma vez estimulado, para sempre estimulado, nunca mais ele volta ao normal.

A melanina é uma substância pigmentar que envolve a célula, protegendo seu núcleo dos raios solares. Ela é produzida como forma de proteção à pele.

Existem tipos de melanina e esta é produzida em quantidades diferentes em cada seguimento do corpo, bem como em pessoas diferentes de acordo com o seu fototipo.

A cor da pele resulta de uma série de fatores, entre os quais o de maior importância é a quantidade de melanina. Existem dois tipos de melanina: a eumelanina, pigmento de cor castanho escuro ou preto e a feomelanina, pigmento de cor castanho avermelhado ou castanho claro.

A melanina é sintetizada no melanócito. Quando não ocorre essa síntese no melanócito ou a atividade está muito reduzida, não há produção de melanina.

O que é Melasma

Melasma é um distúrbio crônico caracterizado por manchas escuras (acastanhadas) na pele. Ocorre principalmente no rosto e podem se apresentar simétricas nos dois lados da face, mas pode acometer outras áreas do corpo também, como braços, colo e costas (áreas mais expostas ao sol).

O Melasma é mais frequente em mulheres, podendo acometer cerca de 10% dos homens. Quando as manchas aparecem durante a gravidez, se dá o nome de CLOASMA.

As causas do Melasma podem ser por fatores genéticos, alterações hormonais como na gestação ou uso de anticoncepcionais, ou longas exposições solares, entre outros fatores.

Para tratar o Melasma corretamente, precisamos entender que existem quatro vias de produção de cor que podem se tornar desordenadas:

A primeira é a via neurócrina, que funciona da seguinte forma: o nervo óptico capta a claridade do ambiente, as fibras nervosas levam a mensagem para o encéfalo (ele pensa está claro, tem sol, tem radiação. O que fazer? Me proteger da radiação!), é enviada uma mensagem para que o melanócito seja estimulado, produzindo melanina, para proteger a pele.

A segunda via é a de ação hormonal, que age assim: os hormônios do corpo "conversam" (por ligação neuronal) com os melanócitos, e eles fazem a melanogênese (que é a produção de melanina a partir do aminoácido Tirosina, por uma reação enzimática, conduzida pela Tirosinase, que faz uma oxidação). Todas as alterações hormonais aumentam essa produção ou a tornam desordenadas, formando as manchas.

A terceira via é de efeito parácrino: quando os queratinócitos (que são células vizinhas e unidades melanocitárias dos melanócitos) se sentem inflamados pelo efeito da radiação, eles começam a se comunicar entre si e enviam uma substância química, a Endotelina tipo I e faz com que os melanócitos iniciem o processo de melanogênese.

E a quarta via, que é a de ação inflamatória: quando há uma inflamação no tecido (por excesso de estímulos, por um trauma, ou outros motivos), o melanócito produz mais melanina, pois "acha" que assim irá recuperar o processo. Machucou – Inflamou – Lesionou – Ativou melanócito.

Classificação do Melasma

O Melasma pode ser classificado em 6 formas diferentes sendo elas:

  • Centrofacial – é o mais comum e pode envolver as regiões malar, frontal, mentoniana, supralabial e nasal. Todas elas, ou algumas delas.
  • Malar – engloba áreas malar e nasal.
  • Mandibular – acomete somente esta região.
  • Epidérmico – restringe-se às camadas basal e suprabasal, podendo ocasionalmente estender-se até o estrato córneo.
  • Dérmico – quando há pigmentação na epiderme, na derme superior e média.
  • Misto – Melasma epidérmico e dérmico podem coexistir em uma mesma área, a maioria dos melasmas se apresentam desta forma.

O melasma não tem cura, mas tem tratamento, como falamos acima, é um distúrbio que podemos tratar para diminuir seus sinais aparentes, porém toda e qualquer exposição a mínimos raios solares é capaz de estimular o seu surgimento ou reaparecimento. Atualmente o tratamento mais moderno é o Laser Frio para melasma, é um dos mais eficientes para clarear as manchas.

Alguns casos de cloasmas, quando a gestante não se expõe ao sol, ele pode desaparecer espontaneamente após a gestação, são casos mais raros e após a gravidez desaparecem. No caso, do melasma causado por anticoncepcional, o dermatologista e ginecologista devem trabalhar em conjunto para adequar a dosagem do medicamento, dessa forma o melasma desaparece!

É fundamental o uso de protetores solares potentes sempre que houver exposição da pele ao sol ou mormaço, devendo-se dar preferência aos que contenham filtros físicos, que bloqueiam a passagem da radiação UV, como o dióxido de titânio.

Os tratamentos para o Melasma podem ser feitos através de substâncias despigmentantes aplicadas diretamente na pele. Dessa forma, separamos alguns produtos que são excelentes neste procedimento na estética.



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