Vasinhos nas pernas não são associados a doenças mais graves




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Além das já conhecidas e comentadas varizes dos membros inferiores, as telangiectasias, conhecidas como "vasinhos" são alterações circulatórias bastante frequentes e motivo de queixa comum nos consultórios dos cirurgiões vasculares. 

As telangiectasias são vasos sanguíneos muito finos (menores que 1 milímetro) e muito superficiais, situando-se geralmente a menos de 1 milímetro de profundidade das camadas mais externas da pele. São vasos que carregam sangue venoso (rico em gás carbônico) e aparecem mais comumente em mulheres a partir da idade fértil. É frequente a queixa de aparecimento ou aumento do número de vasinhos durante ou após a gestação. 

Na vasta maioria dos casos, tais vasinhos são de natureza benigna e frequentemente acompanham veias varicosas. Muito raramente são indício de doenças hepáticas ou glandulares, mas, nestes casos, outros sintomas complexos destas doenças também tornam-se evidentes. 

As telangiectasias são usualmente assintomáticas. A maioria dos pacientes refere principalmente o desconforto estético, enquanto outros também se queixam de ardência ou queimação no local. As telangiectasias crescem em extensão, isto é, espalham-se, mas crescem muito pouco em diâmetro. Em outras palavras, estes vasinhos não aumentarão de calibre até tornarem-se varizes.

Tratamentos

 A escleroterapia ainda é a principal forma de tratamento das telangiectasias. Consiste na injeção de um medicamento esclerosante, por meio de uma agulha muito fina, diretamente dentro dos vasinhos. Esses medicamentos esclerosantes destroem as células da parede dos vasinhos, provocando seu entupimento e posterior absorção. O medicamento esclerosante mais utilizado ainda é a glicose em altas concentrações, que uma vez dentro do vasinho, desidrata as células, matando-as.

Porém, apesar da efetividade da escleroterapia, os vasinhos podem ser resistentes, e múltiplas sessões de tratamento podem ser necessárias até a erradicação completa destes. 

Além da escleroterapia, existe também a opção do laser, aplicado diretamente sobre a pele e destruindo o vasinho pelo calor. É um método interessante, mas não é superior à escleroterapia, além de ser muito mais caro. É importante ressaltar que ambos os métodos podem apresentar complicações, tais como manchas na pele ou pequenas feridas. 

Nos casos em que as telangiectasias ocorrem em conjunto com as varizes, pode ser interessante fazer inicialmente a cirurgia de varizes para depois tratar os vasinhos, pois assim os resultados costumam ser superiores.



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